domingo, 17 de fevereiro de 2008

Fim-de-semana

...em Lisboa.

Foi um fim-de-semana inesquecível. Por ter sido diferente, por nos termos conseguido abstrair do stress do dia-a-dia, mas principalmente por termos tido a oportunidade de estar juntas, bem juntinhas. ;)

Sexta-feira

Depois de acordar bem cedo, deixar o carro no mecânico, esperar por ti umas 2 horas e meio enquanto lia o jornal Fonte Nova de Portalegre, onde as notícias corriqueiras de bitaques de como desenvolver um interior desertificado e empobrecido reinavam. Parece que o que nos traz esperanças de futuro é o turismo residencial, os chamados resorts, promotores do poder económico de grandes empreendimentos de capitais estrangeiros e especialistas em esquecer os pequenos empreendedores alentejanos, que mal ou bem, conseguiram manter vivos pequenos focos de turismo lutando quanto à corrente do allgarve. Mas isso é um assunto a desenvolver num post próprio. (Ah! Devia ter aproveitado esse tempo para estudar mor, eu sei!)

Ainda deu tempo para fazer o almoço (um bom almoço, não foi!?). Lembrar-me que me tinha esquecido de tirar a chave de casa do porta-chaves do carro (que ficou na oficina), e ir chatear a colega de casa para arranjarmos maneira de conseguirmos entrar em casa mesmo quando esta última não estivesse por perto. Conseguimos. (Fogo! Ando com a cabeça na lua!)

Ah! Por uma vez que não vou eu a conduzir, não me deixas nem dar uma cabeçadinha, uma soneca! Máaaaa! (Depois como queres que dê rendimento à noite!?? ;))

Se aquilo que mais nos apetecia fazer quando chegámos a Lisboa era rumar a Belém e comer uns pastéis de "nata" eheheh!... NÃAAAOOOO! Toca de eu ir para as aulas. E o pior de tudo era saber que tu estavas por ali, nos cantos frios da faculdade à minha espera. Ahhhh! Se já é difícil manter a concentração, assim então...! Mas pronto, o tempo até passou rápido porque a matéria até ajudou e saímos meia hora mais cedo. Boa! Porque se não fosse o Prof. a dispensar era eu a ter uma indisposição repentina. ;)

Os planos que tínhamos para essa noite foram adiados, por uma demora absurda na aventura de... em busca da entrada perdida do parque de estacionamento para a Pousada de Juventude. Juro que vou deixar de lado a minha aversão a pedir indicações (maldita timidez!). A antipatia do mongo da recepção da pousada também não ajudou. Depois de instaladas, e de te ouvir lançar 1001 pragas ao recepcionista, de quem eu até já tinha pena, lá fomos para o Oeiras Parque alimentar o ronronar dos nossos estômagos.

Fomos ao cinema ver:

Foi interessante, com um final inesperado. Uma história de amor interrompida pelos caprichos de uma pré-adolescente que se deixou levar por uma mentira criada pelo seu amor não correspondido e por uma imaginação rica que lhe permitiu no final, de certa forma, homenagear e tornar real um amor que não se concretizou, ou melhor, não se propagou no tempo pelas pessoas que o viveram mas por quem o destruiu. Interessante e inesperado.

De regresso à Pousada, e descoberto o estacionamento desaparecido, ainda tivemos q acordar o segurança que estava enfiado num canto escuro qualquer, para nos abrir o portão. Pelo menos o recepcionista desta vez era outro, e até foi simpático.

Sábado
Acordámos às 11h30, a 30 min da hora de saída da pousada. Depois de tentarmos enfiar-nos num minúsculo poliban, e desistir-mos... (eu até tinha dificuldades em me agachar para apanhar o gel de banho!). Lá fomos ver se conseguíamos reservar o quarto para mais uma noite. Conseguido! No entanto, o meu inconsciente decidiu assegurar-se que o quarto era mesmo nosso e levei a chave comigo não fosse o diabo tecê-las. (ehehehe!)

Pequeno-almoço (às 13h da tarde) : Pasteis de Belém + galão

De seguida, como pessoas cultas que somos ;) lá entramos no museu (sonho) do Joe Berardo. E depois de tentarmos parecer entendidas na arte, e achar em nós, e entre outros elementos da família, grandes potencialidades artísticas, lá percebemos que podíamos tirar fotos e aí criamos uma nova arte saída da própria arte!


.. há mais, mas fico por aqui que a obra divulgada post mortem é bem mais valiosa.

Após nos embebermos de toda a cultura possível...

(só foi pena as garrafas estarem vazias que aí o efeito era outro)

... fomos ter com um casal amigo e a companheira de casa Croata que mais tarde te tentaria alegrar um pouco mais com uma dose maciça de álcool etílico disfarçado de um brandy típico croata (que tu não bebeste por te sentires a arder!).

Depois de uma caminhada pelas ruas de Lisboa, um lanche apressado, na ânsia de chegar ao Castelo de S. Jorge para uma visita típica. (Sim! Que em cinco anos que estive a estudar em Lisboa nunca lá fui). Quando depois de dar a volta mais longa possível para encontrar a entrada, lá chegámos e PUMBA! Porta fechada na cara, por um mísero minuto. (Malditos sistemas informáticos que encerram automaticamente o sistema de venda de bilhetes!)

Como não podíamos entrar decidimos gastar a porta de entrada à base de flashadas numa maratona de fotografias que variavam tanto na combinação de pessoas, como de posições (sim que as roupas tinham que combinar. Bha!). Já me sentia num daqueles casamentos de 400 pessoas. E as fotos continuaram pelo caminho. Mas até que saíram algumas giras (espreitem lá para cima).

Convidadas que fomos para jantar, lá fomos NÓS fazer o jantar porque pelos vistos, ou segundo a amiga, sai melhor quando és tu a fazer não é mor...sim! sim! (nem vale a pena reclamar).

E realmente, não saiu melhor porque a cebola ficou muito bem picada não foi!!??? Eu bem tentei salvar a situação mas... pronto!

O jantar foi animado, a conversa posterior também. E, sim! O trol está menos trol. Deve ser por estar a ficar careca. Facilita o arejamento de ideias! ;)


A discoteca - MARIA LISBOA
O plano para depois do jantar era irmos sair. Sim! Ir dançar! Que já ando com esse desejo á muito tempo. Estou farta de pular em casa sozinha que nem uma tonta (mas gosto e não vou deixar de fazê-lo!). Claro que decidimos ir para um sítio onde podíamos estar mais à vontade uma com a outra (julgávamos nós), como nunca o podemos fazer por as nossas bandas.
Lá fomos em busca da Maria Lisboa. Que apesar de eu conhecer a zona, mas não a localização exacta da discoteca, demorámos a encontrar. Mas encontrámos, e pelo caminho "adoptámos" um grupo de gajas simpáticas (umas mais embriagadas que outras). Tivemos que levar uma delas atrás de nós, enquanto o restante grupo ia à frente porque pelos vistos tinha problemas de vista e precisa ser guiada pelos nossos cús. Mas simpática, até teve piada a brasileira.

A entrada foi tímida. Chegámos demasiado cedo para a pista que se encontrava vazia, mas demasiado tarde para conseguirmos um recanto escondido numa qualquer mesa ou cadeira onde podiamos esconder-nos dos olhares pouco discretos que nos caíram encima assim que entrámos. Corremos aquilo de ponta a ponta. Um espaço não muito amplo, mas simples e de bom gosto. Lá encostámos num sítio bem visível para esclarecer potenciais dúvidas das mironas. Apesar disso não nos sentimos incomodadas. Achámos natural por sermos caras novas por ali. Não esperávamos era ser seguidas, ou de forma mais discreta, acompanhadas por um dos seguranças. Acho q éramos suspeitas de terrorismo fotográfico-delactor de orientações sexuais. Pelo nosso comportamento meio tímido, e por estarmos pegadas ao telemóvel porque não sabíamos bem onde por as mãos e tínhamos que partilhar a nossa experiência com uma outra amiga do lado de lá do rio (dito assim, parece que fomos explorar um novo mundo). A perseguição durou um belo tempo (até mesmo depois de abandonarmos a reportagem por msm, sem imagens porque a nossa amiga até já lá tinha estado e tudo), até nós decidirmos provar o nosso potencial de integração no dito espaço. E provámos com um beijo e como gostámos, decidimos dar mais um, dois, três......e por aí. E foi o ponto final da missão do Van Diesel que nos calhou.
Quando finalmente já estávamos super à vontade a dançar (bem juntinhas claro, que oportunidades dessas são poucas), não é que somos surpreendidas com uma visão do inferno (coitada). E no cimo de uma das "varandinhas" espreitava uma colega de equipa (se da equipa no que à orientação sexual diz respeito não sei, mas bem que tentámos perceber!). Então lá conseguimos uma fuga estratégica para um refúgio de onde podíamos ver e não ser vistas. Depois do susto, lá tentámos perceber o que andava a G. a fazer por ali e que companhias tinha. Mas para nosso desgosto (e preocupação), estava acompanhada por um rapaz e não se mostrou muito disponível (pelo menos aparentemente), aos avanços de umas raparigas mais corajosas que a procuraram (não sabemos se conhecidas ou não, que tínhamos que manter a distância de segurança). Desempenhávamos dois papéis, as de sombra e as de detectives (para auto-protecção). No final, acabámos por ir embora mais cedo do que o esperado sem, no entanto, sermos apanhadas em flagrante delito nem sermos vistas (achamos nós). Contudo, isso não nos estragou a noite. Pelo contrário visto depois, até foi engraçado (passamos foi um pouco por doidas pelo casal de namoradas que estava ao pé de nós no esconderijo que encontramos). Compensámos depois, já na Pousada! ;)


Domingo
Acordamos e tomámos banho (sem no entanto eu fazer a figura triste de perguntar às senhoras da limpeza se tinham encontrado e guardado algum champô na nossa casa de banho, porque não o encontrávamos. E, afinal bastava tu teres esticado o pezinho quentinho debaixo das mantas para subitamente ele aparecer).
Depois de almoço e de gastarmos demasiado numas compras lá voltámos para as santas terrinhas, tu para uma e eu para outra para variar (antes tivemos que recarregar baterias para a semana de distanciamento físico que aí vem). O reencontro não se faz esperar.

Foi um bom fim-de-semana, ficou a promessa a nós mesmas de repetição (sem a G. ou com a G. + alguém do género feminino;))

P.s. a mim mesma: Nunca mais escrever um post tão longo por meio de não perder a única leitora assídua (e simultaneamente autora) deste blog.

3 comentários:

Anónimo disse...

Epa este post tá hilariante mesmo, lol. Grande fim-de-semana, sim senhora, de fazer inveja a muitos(as), até o filme foi bem escolhido e desculpem lá a minha ausência do MLx, por motivos de força maior. Seja como for quero ir lá com vocês um dia destes, aliás faço questão.

Anónimo disse...

Fim-de-semana de sonho!As palavras do Buzinho tão excelentes para o descrever, mas vivê-lo foi sem dúvida muito melhor!
Foi tão bom que quando adormeci sem ti ao meu lado ñ quiz mais acordar parar poder sonhar com o que vivemos, dormi tão perfundamente que acordei às 12h quando entrava às 9:45 :(
AMO-TE!mtmtmtmtmtmtmt

Anónimo disse...

lembro-me tão bem de nos contarem isto tempos depois =)